- Ponteado clorótico na face superior — pontinhos amarelos ou prateados visíveis a olho nu
- Teia fina na face inferior das folhas — confirma colônia estabelecida de ácaro-rajado
- Folhas com aspecto bronzeado, opaco e ressecado — infestação avançada
- Com lupa de 10x: pontos verdes com manchas escuras em movimento na face inferior
Inspecionar semanalmente a face inferior das folhas com lupa de 10–20x — especialmente as folhas do terço médio, onde as colônias se estabelecem primeiro. Em morango e ornamentais em estufa, aumentar para 2x por semana em períodos de calor e seca, condições que aceleram explosivamente o ciclo.
- Sucção do conteúdo celular — pontinhos cloróticos na face superior
- Bronzeamento e ressecamento das folhas em infestações severas
- Queda precoce de folhas comprometendo produção em morango e feijão
- Teia que bloqueia a fotossíntese e dificulta aplicações de produtos
- Plantas desfolhadas têm menor tolerância a estresse hídrico e altas temperaturas
- Abertura de feridas por sucção facilita entrada de fungos (Botrytis em morango)
- Frutos de morango com bronzeamento superficial perdem valor comercial
- Redução de produtividade de 20–40% em morango quando não controlado preventivamente
| Cultura | Dosagem | Frequência | Eficácia | Observação |
|---|---|---|---|---|
| 🍓 Morango | 5+3 mL/L | 4–5 dias | Alta | Série de 3 aplicações. Face inferior. Maior risco no verão. |
| 🫘 Feijão | 5+3 mL/L | 5 dias | Alta | Terço médio da planta — onde a colônia se estabelece primeiro. |
| 🫘 Soja | 5+3 mL/L | 5 dias | Alta | Limiar: 5 ácaros/folha. Série de 3 aplicações. |
| 🧶 Algodão | 5+3 mL/L | 5 dias | Alta | Face inferior das folhas maduras — inspecionar com lupa. |
| 🍅 Tomate | 5+3 mL/L | 7 dias | Média | Mais comum em cultivo protegido no verão. |
| 🍈 Mamão | 5+3 mL/L | 7 dias | Média | Folhas do terço inferior — início da colonização. |
| 🌽 Milho | 4 mL/L | 7 dias | Média | Menos impactante — aplicar apenas acima do limiar. |
| 🌸 Ornamentais | 5+3 mL/L | 5 dias | Alta | Liberar Phytoseiulus persimilis em cultivo protegido. |
Por que escolher o Neem?
6 razões que valem para qualquer praga e qualquer cultura
Tetranychus urticae já desenvolveu resistência documentada a mais de 90 princípios ativos de acaricidas — um recorde absoluto entre pragas agrícolas. A combinação de ciclo curto (8–14 dias), alta fecundidade (até 100 ovos por fêmea) e reprodução por partenogênese dos machos cria condições ideais para a seleção de genes de resistência. Por isso, a rotação com neem — que tem mecanismo de ação completamente diferente — é estratégica para preservar a eficácia dos acaricidas convencionais restantes.
As duas manchas escuras que deram o nome 'rajado' ao ácaro não são marcas na pele — são os conteúdos do trato digestivo visíveis através da cutícula translúcida. O que você vê com a lupa são, literalmente, as entranhas do ácaro. Esse detalhe diagnóstico é suficiente para identificar T. urticae no campo sem necessidade de coleta laboratorial.
T. urticae tem um sistema de reprodução incomum: fêmeas não fertilizadas podem se reproduzir por partenogênese arrenótoca, gerando exclusivamente descendentes machos (haplóides). Esses machos, ao se acasalarem com fêmeas, geram descendentes de ambos os sexos (diplóides). Isso significa que mesmo uma única fêmea sobrevivente após um tratamento pode reiniciar uma colônia — reforçando a importância de aplicações em série.
A 25°C, o ciclo ovo→adulto leva 14 dias. A 35°C, cai para 8 dias. Com 1 fêmea gerando 80–100 ovos no total, em 30 dias a 35°C: uma fêmea → ~90 filhos → ~8.100 netos → ~729.000 bisnetos. Essa progressão geométrica explica por que lavouras de morango em veranicos intensos de verão podem passar de 'sem ácaro' para 'infestação severa' em 2 semanas — e por que o monitoramento semanal é insuficiente nessas condições, devendo ser bissemanal.
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