- Amarelecimento das bordas das folhas que progride para necrose (queima) — hopperburn
- Folhas enroladas para cima, com aspecto de cuia — sinal clássico de toxina injetada
- Queda de flores e vagens em feijão — impacto direto na produção
- Ninfas saltando ao sacudir galhos — inspecionar face inferior das folhas jovens
Inspecionar a face inferior das folhas novas semanalmente. Para monitoramento em escala, use armadilha amarela adesiva — pendurada na altura do dossel, captura adultos alados migradores e permite detectar a chegada da praga antes dos primeiros sintomas de hopperburn.
- Injeção de toxinas durante a alimentação causando hopperburn
- Bordas das folhas com necrose permanente — dano irreversível
- Queda de flores e vagens em feijão sob alta pressão
- Redução de até 50% na produtividade do feijão em surtos não controlados
- Transmissão de fitoplasmas (amarelão do feijoeiro em algumas regiões)
- Plantas enfraquecidas com menor tolerância a estresse hídrico
- Abertura de feridas que facilitam infecção secundária por fungos
| Cultura | Dosagem | Frequência | Eficácia | Observação |
|---|---|---|---|---|
| 🫘 Feijão | 4 mL/L | 7 dias | Alta | Crítico na floração — toxinas afetam diretamente as vagens |
| 🫘 Soja | 4 mL/L | 10 dias | Alta | Monitorar nas bordas — primeiro ponto de ataque |
| 🧶 Algodão | 4 mL/L | 7 dias | Média | Aplicar no horário de menor temperatura |
| 🥔 Batata | 4 mL/L | 7 dias | Média | Transmite fitoplasma do amarelão em algumas regiões |
| 🍅 Tomate | 3 mL/L | 10 dias | Média | Menor impacto econômico — monitorar para MIP |
| 🥜 Amendoim | 4 mL/L | 7 dias | Média | Fase de frutificação — inspeção semanal |
Por que escolher o Neem?
6 razões que valem para qualquer praga e qualquer cultura
A cigarrinha-verde injeta saliva tóxica durante a alimentação — e é essa toxina, e não a remoção de seiva, o principal mecanismo de dano. A toxina bloqueia o floema da planta, impedindo o transporte de fotossintatos. O resultado é a necrose que progride das bordas para o centro da folha, irreversível mesmo após o controle da praga.
Ao ser perturbada, a ninfa da cigarrinha-verde não salta nem voa (como o adulto) — ela corre lateralmente para o lado oposto do ramo ou folha, ficando fora do campo de visão. Esse comportamento é diagnóstico da família Cicadellidae e facilita a identificação em campo: ao aproximar a mão de uma folha e ver pontos verdes correndo para o lado, são ninfas de cigarrinha.
A cigarrinha-verde é um inseto migrante a curta distância: as primeiras plantas atingidas são sempre as da borda da lavoura, do lado voltado para vegetação nativa ou pasto. A migração progride para o interior em semanas. Por isso, o monitoramento intensivo nas bordas na fase vegetativa inicial detecta a chegada antes do interior ser afetado.
Além da Empoasca kraemeri, o Brasil tem outras cigarrinhas agronomicamente importantes: Hortensia similis (pastagens) e Dalbulus maidis (milho — vetor do enfezamento). O manejo com neem é eficaz para Empoasca, mas Dalbulus maidis tem comportamento e hospedeiros muito diferentes. Confirmar a espécie antes de definir o programa é importante para culturas como milho.
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